quarta-feira, julho 14, 2010

Questões Mais Frequentes: Breaking Dawn


O que significa a capa?
A capa do Breaking Dawn é uma metáfora da progressão da Bella durante toda a saga. Ela começou como a mais fraca peça de xadrez no tabuleiro (pelo menos fisicamente, se comparada com os vampiros e os lobisomens): o peão. Ela acaba como a mais forte: a rainha. No final, é a Bella que faz com que os Cullen ganhem.



O que significa o título?
O título Breaking Dawn é uma referência ao início da vida da Bella como vampira.



A que se refere o prólogo do livro 1?
São os pensamentos da Bella sobre Renesmee, durante o tempo em que a sua vida estava em perigo por causa da gravidez.

O que aconteceu à mulher do Marcus?
Era uma vez, um vampiro ainda algo jovem (tem apenas década e meia de vida como vampiro) chamado Aro, que transformou a sua irmã mais nova Didyme, que tinha acabado de atingir a maioridade, numa vampira, para a juntar ao seu grupo em crescimento. Aro sempre quis o poder, e por causa dele próprio ter um excelente poder de ler as mentes, ele esperava que a sua irmã biológica também fosse dotada de uma forma a que ele pudesse ascender no mundo dos vampiros. Acontece que Didyme afinal tinha um poder: ela carregava com ela uma aura de felicidade que afectava todos os que se aproximavam dela. Embora não fosse exactamente o que Aro esperava, ele ponderou as melhores formas de ela usar o seu dom. Entretanto, o companheiro em que ele mais confiava, Marcus, apaixonou-se por Didyme. Isto não era algo fora do comum; devido à maneira como ela fazia as pessoas se sentirem, muita gente se apaixonou por Didyme. A diferença é que desta vez, Didyme também se apaixonou. Os dois estavam felicíssimos. Tão felizes que, de facto, pouco tempo depois, deixaram de se preocupar tanto com os planos de dominação de Aro. Passados uns séculos, Didyme e Marcus puseram a hipótese de seguirem o seu próprio caminho. Claro que Aro estava consciente das intenções deles e não estava nada contente com isto, mas fingiu dar a sua bênção. Depois, esperou por uma oportunidade para agir, e quando soube que nunca iria ser descoberto, matou a sua irmã. Afinal, o poder de Marcus era muito mais útil para ele do que o dela tinha sido. Isto não quer dizer que Aro não amasse a sua irmã; apenas parte da personalidade dele era a habilidade de destruir, mesmo o que amava, para perseguir as suas ambições. Marcus nunca descobriu que Aro era o responsável pela morte de Didyme e tornou-se um homem vazio. Aro usou o poder de Chelsea para manter Marcus leal aos Volturi, embora nem o poder de Chelsea conseguisse que Marcus mostrasse algum entusiasmo nisso.


Porquê o termo “transmorfo”?
Qual é a definição de lobisomem? É um homem que se transforma em lobo? Ou é um homem que, uma vez infectado por uma mordida de lobisomem, transforma-se num lobo quando há lua cheia? Se forem pela descrição básica, então os Quileutes são lobisomens. Não é uma distinção que realmente importe no dia-a-dia. Durante a batalha com os Volturi (não é um dia normal), Edward percebe que Caius vai usar o acordo com os lobisomens como uma desculpa para atacar. Ele está a par da distinção entre estes lobos e Edward salienta a palavra “transmorfo” para fazer uma clara diferença às testemunhas. Os Quileutes não estavam a par da existência de diferentes espécies de lobisomens, mas Carlisle e Edward estavam. Há uma pista sobre isto no final do Eclipse, quando Edward diz a Victoria (a referir-se a Seth), “Ele é assim tão parecido com o monstro que o James perseguiu na Siberia?”



O que acontece a Leah?
Leah está agora completamente satisfeita com a sua vida. Ela está livre da tribo do Sam o que é uma coisa muito boa para ela. Ela é o “beta” na tribo do Jacob, o que ela não controla em ser um bocado convencida ao pé do grupo dos irmãos (é uma coisa importante nas equipas de lobos). Jacob tornou-se no amigo de confiança que ela estava a precisar há tanto tempo, e ele é um grande conforto para ela, embora eles escondam essa empatia com constantes quezílias. Ela não tem absolutamente nenhum interesse romântico por Jacob, e toda a história da Nessie apenas a incomoda porque a liga aos vampiros.

Vampiros e gravidez: quando lhe ocorreu essa ideia? Como é que isso funciona?
A primeira semente (sem trocadilhos) foi planeada quando fiz a pesquisa no computador que a Bella fez no capítulo sete do Cespúsculo. Bella lê sobre vários lendas reais de vampiros – the Danag, Estrie, Upier, etc. No romance, apenas mencionei algumas das muitas lendas que li. Uma que não mencionei nessa altura foi a do Incubus. A única característica sobre esta lenda era que o incubus podia ser pai. Hmmm, disse eu, e guardei essa ideia para mais tarde. Quando decidi escrever a primeira sequela do Twilight (Forever Dawn) eu percebi que estava a caminhar para um bebé híbrido deste o início.
Quando o meu editor e eu decidimos voltar atrás e desenvolver o último ano da Bella na escola secundária, fiz isso com o conhecimento de que isso tudo ia acabar com os eventos em Breaking Dawn. Tudo o que escrevi estava apontado para essa direcção.
Sempre fui muito cuidadosa quando respondia à pergunta “Podem os vampiros ter bebés?”, porque eu não queria dizer nada incorrecto, mas também não queria fazer o futuro super-óbvio. Foquei as minhas respostas na metade feminina da questão – as mulheres vampiras não podem ter bebés porque os seus corpos não mudam mais, em nenhum aspecto. Não há nenhum ciclo para começar, e os corpos delas não podem aumentar para carregar uma criança. Fugi propositadamente de responder à questão “Podem os homens vampiros engravidar uma mulher?” para preservar um bocadinho a surpresa no último livro. Houve muitas declarações sobre este assunto supostamente ditas por mim, mas eu nunca fiz esses comentários porque, como é óbvio, eu sabia onde isto ia parar.
Agora, para responder à questão ”Como é isso possível?”. Antes de mais, claro que não é possível. Nada nesta história é possível. É uma história de fantasia sobre criaturas que não existem realmente. Dentro do contexto da fantasia, contudo, é assim que funciona:

Os vampiros são fisicamente semelhantes à sua origem humana para passar como humanos em algumas circunstâncias (como dias nublados). Há algumas diferenças específicas. Eles parecem ter a pele igual à nossa, embora seja um pouco diferente. A pele serve o mesmo propósito de proteger o corpo. Contudo, as células que constituem a pele deles não são elásticas como as nossas, eles são duros e reflexivos como o cristal. Um fluído semelhante ao veneno nas bocas deles funciona como lubrificante para as células, o que torna o movimento possível (nota: este fluído é muito inflamável). Um fluído semelhante ao mesmo veneno lubrifica os olhos por isso os olhos deles podem mover-se facilmente (contudo, eles não produzem lágrimas porque as lágrimas existem para proteger o olho de danos, e nada é capaz de magoar o olho de um vampiro). O veneno lubrificante nos olhos deles e na pele não é capaz de infectar um humano da maneira que o veneno da saliva consegue. Da mesma forma, em todo o corpo dos vampiros há várias versões em fluídos baseados em veneno que contêm uma certa semelhança com o fluído que é substituído, e funcionam da mesma forma e para o mesmo propósito. Embora não haja nenhum veneno de substituição que funcione precisamente como o sangue, muitas das outras funções do sangue são conseguidas de alguma forma. Assim como, o sistema nervoso funciona de uma forma ligeiramente diferente mas mais precisa.
Algumas reacções involuntárias, como respirar, continuam (nesse exemplo específico, porque os vampiros usam os cheiros no ar muito mais do que nós, mais do que precisam de oxigénio). Outras reacções involuntárias, como piscar os olhos, não existem porque não há necessidade disso. As reacções normais de excitação continuam presentes nos vampiros, possibilitadas pelos fluídos venenosos relacionados que obrigam os tecidos a reagir tal como o fazem com o fluxo do sangue. Tal como na pele dos vampiros – que parece semelhante à humana e tem as mesmas funções básicas – os fluídos intimamente relacionados com os fluídos seminais existem nos vampiros do sexo masculino, que carregam a informação genética e são capazes de se unir ao óvulo humano. Este era um facto não conhecido no mundo dos vampiros (além da experiência pessoal de Joham) antes da Nessie, porque é quase impossível a um vampiro estar perto de um humano e não o matar.
Eu não entrei em tantos detalhes nas minhas declarações porque é bastante longo e complicado. Além disso, é difícil ser ouvida na perfeição com todos os berros. Acima de tudo e por isso, esperei por fazer isto em escrita porque eu tenho uma imatura tendência, como o Homer Simpson, de dar risadas quando digo as palavras “fluídos seminais” em público.

A Bella é uma heroína antifeminista?
Quando eu ouço ou leio teorias sobre a Bella ser uma personagem antifeminista, essas teorias são normalmente resultado das suas escolhas. No início, ela escolhe o amor romântico acima de qualquer outra coisa. Eventualmente, ela escolhe casar muito cedo e depois escolhe manter um inesperado e perigoso bebé. Nunca quis as escolhas ficcionais dela fossem um modelo para ninguém nas escolhas da vida real. Ela é uma personagem da história, nada mais que isso. Acima de tudo, isto não é sequer ficção realista, é uma fantasia com vampiros e lobisomens, por isso ninguém poderia nunca fazer as mesmas escolhas que ela. A Bella escolhe as coisas de forma diferente das que eu escolheria se estivesse na pele dela, porque ela é uma pessoa completamente diferente de mim. Além disso, ela está numa posição em que nenhum de nós nunca esteve porque ela vive num mundo de fantasia. Mas, será que as escolhas dela fazem dela um exemplo negativo de “empowerment”? Para mim pessoalmente, penso que não.
Na minha opinião (palavra-chave) a fundação de feminismo é isto: ser capaz de escolher. O núcleo do antifeminismo é, contrariamente, dizer a uma mulher que ela não pode fazer uma coisa simplesmente porque é uma mulher – tirar-lhes as opções só por causa do género. “Não podes ser astronauta, porque és mulher. Não podes ser presidente porque és mulher. Não podes gerir uma companhia porque és mulher”. Todos estes opressivos “Nãos”.
Uma das coisas estranhas sobre o feminismo moderno é que algumas feministas parecem pôr os seus próprios limites nas escolhas das mulheres. Isso é muito estranho para mim. É como se não podéssemos escolher uma família por nós próprias e continuar a ser considerada uma mulher forte. Como é que isso é ter poder? Há regras sobre, se, quando e como amar ou casar e se, quando, e como ter filhos? Há empregos que podemos ou não podemos ter para ser uma feminista a sério? Para mim, essas limitações parecem antifeministas nos seus princípios básicos.
Se eu penso que 18 anos é uma boa idade para casar? Pessoalmente – e, para a pessoa que eu era aos 18 anos – não. Contudo, Bella é constrangida por fantásticas circunstâncias que eu nunca tive de lidar. A pessoa que ela ama tem, fisicamente, 17 anos, e não vai mudar nunca. Se ela e ele vão ter uma relação saudável, a idade dela não pode estar muito longe da dele. Além disso, o casamento é realmente um compromisso insignificante quando comparado com abdicar da mortalidade, por isso é engraçado, para mim, que algumas pessoas estejam preocupadas com uma e não com a outra. 18 anos é muito cedo para abdicar da mortalidade? Para mim, qualquer idade é muito cedo para isso. Para a Bella era o que ela realmente queria para a vida dela, e não era uma fase que ela estava a passar. Por isso não tenho problemas com a decisão dela. Ela é uma pessoa forte que vai atrás do que quer com persistência e determinação.

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